QUEM SOMOS

Conheça a trajetória da Zula Cia. de Teatro

2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
2010

O Começo

Zula Cia. de Teatro foi criada em julho de 2010, em Belo Horizonte, a partir do desejo das atrizes Talita Braga e Andréia Quaresma de realizarem um trabalho autoral. O ponto de partida para o primeiro trabalho foi contar a história real de uma mulher. Para isso, o grupo começou a pesquisar o uso da realidade no teatro, chegando à uma nova linguagem teatral que aos poucos vem surgindo no Brasil, o Teatro Documentário.

Com isso, algumas linhas de atuação foram definidas: criação de dramaturgia original, investigação do uso da realidade no teatro, aprofundamento e sofisticação do uso de material documental em jogo com o material ficcional, pesquisa sobre o uso do épico no teatro.

2011

Em 2011 a Cia. estreia a cena curta “As Rosas no Jardim de Zula”, criada para participar do Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto, em junho de 2011.

Foi uma trajetória de sucesso: cena mais votada do dia no Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto; cena mais votada do dia na 7ª Mostra Cena Breve de Curitiba.

Em outubro de 2011; prêmio pelo uso da temática documental no Festival Breves Cenas de Teatro de Manaus, em março de 2012; selecionada pela Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte para apresentação em Centros Culturais da Cidade no ano de 2012.

2012

Em 2012, a cena curta virou um espetáculo.

“As Rosas no Jardim de Zula” é o primeiro espetáculo da Cia.

Ainda em 2012 a Cia realiza temporadas em Belo Horizonte, Divinópolis, Nova Lima, Contagem, Tiradentes, Itabira e Ouro Branco no estado de Minas Gerais.

2013

Em 2013 o espetáculo foi convidado a participar do Festival Verão Arte Contemporânea, foi indicado à Premiação de Melhor Texto Original e Melhor Atriz no Prêmio Usiminas Sinparc de Artes Cênicas e neste mesmo ano foi considerado o Destaque do 14º Festival de Areia no estado da Paraíba.

Ainda em 2013, a Zula Cia. de Teatro foi contemplada com o Prêmio de Teatro Myriam Muniz, que possibilitou à Cia. circular com o espetáculo “As Rosas no Jardim de Zula” por São Paulo e Buenos Aires, projeto que foi realizado no primeiro semestre de 2014.

A partir daí a Cia. se firma efetivamente na cena teatral mineira e nacional.

A temporada em São Paulo trouxe uma enorme visibilidade à Cia, ganhando destaque nos jornais mais importantes da capital. A ida à Buenos Aires possibilitou ainda um encontro com a diretora argentina Vivi Tellas, referência mundial em Teatro Documentário.

Deste encontro surgiu a oficina “Teatro Documentário e Biodrama” ministrada pela Zula Cia. de Teatro, em São Paulo e Belo Horizonte.

2014

Em novembro de 2014 a Cia. foi mais uma vez contemplada com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, viabilizando assim a criação do seu novo espetáculo: “MAMÁ!”. A estreia prevista para o segundo semestre de 2015.

2015
Foto Andre Veloso

Em maio e junho de 2015, a Cia. realizou o Sesi Viagem Teatral, projeto que levou o espetáculo “As Rosas no Jardim de Zula” para seis cidades do interior de São Paulo; Franca, Birigui, Itapetininga, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Campinas.

No mês de novembro deste mesmo ano a Cia estreou “MAMÁ!”. O espetáculo contou com a direção de Grace Passô e teve como ponto de partida histórias reais de mulheres e seus conflitos relacionados à maternidade. Com ele a Cia realizou uma temporada de um mês na FUNARTE-MG

Foto: Andre Veloso.

2016

Em 2016, o espetáculo MAMÁ! foi convidado a participar do Festival Nacional de Teatro do Amazonas. Neste mesmo ano, a Cia. foi convidada a participar do projeto Sesi Viagem Teatral e circulou por mais 5 cidades do interior de São Paulo com o espetáculo “As Rosas no Jardim de Zula”. Ainda em 2016, a Cia. foi contemplada com o prêmio Cena Minas da Secretaria de Cultura de Minas Gerais e com o prêmio Trilha Cultural do BDMG, que possibilitou ao grupo circular por 6 cidades do interior de Minas.

No ano de 2016, Talita Braga, atriz e fundadora da Zula, convidou as atrizes e professoras de teatro Gláucia Vandeveld, Kelly Crifer e Mariana Maioline para comporem a equipe que desenvolveria as atividades artístico-pedagógicas dentro de um Complexo Penitenciário Feminino de Belo Horizonte/MG. Em setembro deste ano, elas, sem nenhum patrocínio ou apoio financeiro, iniciaram a execução do projeto A ARTE COMO POSSIBILIDADE DE LIBERDADE, que consistiu em aulas de iniciação teatral para mulheres em privação de liberdade.

2017

Durante todo o ano de 2017, a Zula Cia de Teatro, em parceria com Gláucia Vandeveld, Kelly Crifer e Mariana Maioline, deram continuidade ao projeto A ARTE COMO POSSIBILIDADE DE LIBERDADE.  Dentro de um complexo penitenciário feminino de Belo Horizonte, realizaram diversas ações artísticas e pedagógicas.

– INICIAÇÃO À PRÁTICA TEATRAL: aulas de teatro, uma vez por semana, por 02 horas, para 30 mulheres em privação de liberdade, que cometeram crimes hediondos ou de repercussão. Geralmente os encontros aconteciam às terças-feiras, de 14 às 16 horas.

– EXPOSIÇÃO VISUAL/ARTÍSTICA: montagem de uma instalação visual/sonora a partir dos relatos de aulas e experiências das mulheres encarceradas.

– FRUIÇÃO ARTÍSTICA: foram apresentados 02 espetáculos teatrais, Ensaio para a Senhora Azul, de Kelly Crifer, dirigido por Robson Vieira e As Rosas no Jardim de Zula, primeiro espetáculo da Zula Cia. de Teatro. Ambas apresentações foram fundamentais para o processo junto às mulheres encarceradas, por três motivos: garantiram o acesso delas à cultura; elas puderam ser espectadoras e conceber o que é teatro, o que é estar em cena; e assistiram suas próprias professoras/artistas em cena. Esse ato de ver, potencializou um movimento identitário e de representatividade, ambos importantes motivadores para a elaboração cênico criativa.

– ELABORAÇÃO CRIATIVA: construção de um espetáculo teatral para que as mulheres encarceradas pudessem exercitar o fazer teatral, cênico, para a conclusão dos encontros; Nesta etapa, foi realizado um encontro de preparação vocal com a professora Ana Hadad.

O projeto teve seu encerramento no dia 26 de setembro de 2017, dia em que foi realizada a apresentação da cena curta BANHO DE SOL, protagonizada pelas alunas/mulheres em privação de liberdade.

2018

Em 2018, a Cia. iniciou o processo de criação do espetáculo Banho de Sol. Ao longo de todo o ano, foram realizados ensaios fechados com toda a equipe artística do projeto; ensaios abertos para mulheres egressas do sistema prisional, ensaios abertos para adolescentes que cumpriam medida socioeducativa no Centro Socioeducativo São Jerônimo, ensaios abertos para grupos de artistas e pesquisadores, além de oficinas teatrais para mulheres egressas do Centro de Prevenção à Criminalidade de Belo Horizonte.

Ainda neste ano, a Cia. foi contemplada com o Fundo Municipal de Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte, o que viabilizou a produção do espetáculo Banho de Sol, além de ter sido uma das ganhadoras do edital de Cessão de Espaço do Centro Cultural Banco do Brasil para a estreia da peça no ano seguinte.

2019

Banho de sol (Foto Guto Muniz)

Em março de 2019, a Cia. estreou o espetáculo Banho de Sol, no Centro Cultural Banco do Brasil, na cidade de Belo Horizonte, onde realizou, no Teatro II, uma temporada de um mês, sempre com os ingressos esgotados.

Após esta temporada, a Cia. retornou ao Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil, realizando mais uma temporada com 6 apresentações, tendo novamente os ingressos esgotados. Após estas duas temporadas de estreia, o espetáculo seguiu realizando muitas apresentações na cidade de Belo Horizonte e região metropolitana.

Maio de 2019
2 apresentações em Centros Culturais de Belo Horizonte, localizados em pontos periféricos.
Agosto de 2019
01 apresentação no Centro Cultural Minas Tênis Clube
01 apresentação na Mostra de Teatro do Teatro Universitário da UFMG
Setembro de 2019
03 apresentações na FUNARTE-MG
01 apresentação no Centro Cultural Preqaria em Sete Lagoas MG
Outubro de 2019
01 apresentação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais
Novembro de 2019
01 apresentação no Centro Cultural Minas Tênis Clube

Todas as sessões de Banho de Sol, de março a novembro de 2019 tiveram suas sessões esgotadas.

Somente em 2019, ano de sua estreia, Banho de Sol foi visto por 8.252 pessoas.

Ainda neste ano, a Cia foi Contemplada com o Fundo Municipal de Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte para a realização de seu mais novo projeto, intitulado A ARTE COMO POSSIBILIDADE DE LIBERDADE, que consistirá em aulas de teatro para adolescentes que cumprem medida socioeducativa no Centro de Internação São Jerônimo. O projeto prevê a criação de um espetáculo profissional com estas adolescentes, com estreia prevista para março de 2021. O espetáculo, protagonizado pelas adolescentes, será apresentado em quatro teatros da cidade de Belo Horizonte.

2020

Ano em que a Cia. iniciou no Centro Socioeducativo São Jerônimo o projeto A ARTE COMO POSSIBILIDADE DE LIBERDADE.

No dia 05 de março, o projeto começou com a apresentação do espetáculo BANHO DE SOL para as adolescentes.

No dia 12 de março, a Cia. ministrou sua primeira aula de teatro lá dentro.

No dia 16 de março, Belo Horizonte já havia iniciado as medidas de isolamento social em decorrência da Pandemia que acomete todo o mundo.

Ainda assim, encontramos uma maneira de dar continuidade ao projeto. Virtualmente, seguimos.

Em sua trajetória a Cia. já passou por 40 cidades brasileiras, 6 Estados, além de ter realizado uma temporada em Buenos Aires, na Argentina.

Zula em números

3
Espetáculos
164
Apresentações
15000
Espectadores
16
Festivais